02 agosto 2009

Filme de terror "A Orfã": preconceito contra adoção

Hoje recebi um e-mail de uma amiga, psicóloga, que trabalha com adoção de crianças. Ela procurou enviar para todas as pessoas que tenham interesse pelo assunto que, de tanto tabú ganha contornos de uma verdadeira causa: banir o preconceito contra adoção, fazer com que cada vez mais pessoas possam adotar bebês e crianças saudáveis, bebês e crianças com problemas de saúde, bebês e crianças que não teriam a menor chance de se desenvolverem bem, num abrigo, num asilo, sem um olhar que os tornem únicos, queridos, pessoas especiais e não um nome em uma ficha, com registro de abandono. Crianças e bebês, brancas, pretas, amarelas, meninos, meninas, que nascem nesse país de tanta desigualdade e hipocrisia, que não dá teto, escolaridade e comida, condição mínima para que famílias se constituam e possam elas mesmas criar seus rebentos. Ao mesmo tempo, esse mesmo país, produz gente de uma elite mesquinha, desinformada, mediocre e preconceituosa, que desassocia a criança adotiva de "filho de verdade". E trata mal, mesmo que essa criança faça parte dessa mesma elite. Ela veio de onde? Qual sua origem? Não tem sangue azul?

Para completar, chega agora fresquinho dos EUA, um filme produzido por Leonardo de Caprio, em que a grande vilã é uma criança adotiva. Esse filme tem que sair do mercado já. Vê-lo, aplaudi-lo, é a mesma coisa que aplaudir um filme que fale bem de Hitler e suas atrocidades. Você faria isso? Claro que não. Então vamos nos engajar numa campanha que diga não a absurdos desse naipe. Seja la como for. Você tem alguma boa idéia? Pedi a pessoa que me enviou o e-mail que leia a nossa blogagem coletiva sobre adoção, em um dos blogs da Georgia. Para que ela perceba a intensidade da produção dos blogueiros. Se temos esse espaço de debates, vamos aproveitar nossa força. Beijos leiam abaixo o conteudo do filme, que recebi no e-mail

( tinha uma foto que não consegui abrir)

Há algo de errado com Esther', diz o cartaz do terror, que chega aqui em setembro.
Dirigida pelo quase estreante Jaume Collet-Serra (de “A casa de cera”), a trama traz o casal problemático Kate (Vera Farmiga, de “Os infiltrados”) e John (Peter Sarsgaard, de “Plano de voo”), que resolve adotar uma menina russa de 9 anos. No início, a pequena Esther (Isabelle Fuhrman) parece um anjo. Mas logo ela mostra que está longe de ser.O filme, que tem Leonardo DiCaprio como produtor, vem enfrentando críticas de entidades ligadas à adoção e famílias que tiveram a experiência, que chegaram a criar um grupo no Facebook chamado “Eu estou boicotando o filme 'A órfã'”. Em resposta a protestos, o estúdio Warner Bros decidiu mudar o trailer do longa-metragem, retirando seguinte fala: “Deve ser difícil amar uma criança adotada tanto quanto seus próprios filhos”. O texto foi substituído pela voz da menina dizendo “acho que mamãe não me ama de verdade”. História na trama, que deve entrar em cartaz nos cinemas brasileiros dia 4 de setembro, o casal decide pela adoção depois que Kate perde tragicamente um bebê e passa a ter pesadelos e paranóia. Em luta para salvar seu casamento, eles decidem partir para a adoção, mesmo já tendo dois filhos. No orfanato local, o casal fica encantado com Esther, que mostra-se inteligente, educada, e doce, com talento para tocar piano e pintar. Parece a criança dos sonhos, até que ela começa a revelar sua crueldade ao esmagar a cabeça de um pássaro contra uma pedra. Daí para frente, é só sangue.Inspirada na história de Alex Mace, a personagem Esther vem se juntar ao hall das crianças mais malvadas da história do cinema, que inclui Damien de “A profecia”, a possuída Regan de “O exorcista” e o personagem de Macaulay Culkin em “O anjo malvado”. ( retirado do e-mail que recebi)

19 comentários:

  1. Oi Camille!

    Pode deixar que esse eu não assisto!

    Adorei o layout novo, parabéns.

    beijos querida e boa semana,

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  2. O blog está lindooooooooooooooo, parabéns...agora nem tem meu link ali do lado, né?!
    Olha não há a menor possibilidade de eu assistir este filme!
    beijos e ótima semana.

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  3. amiga adorei o lay do blog!!!! estive aqui este findi e ñ te achei, pensei q vc tivesse bloqueado o blog..

    mmm.. o roteiro deset filme não parece bom mesmo.. o brasileiro tem tanto preconceito com adoção q um filme assim só piora as coisas.. se bem q a trama me lembrou um filme que vi há muitos anos..

    bjoks mil amiga e ótima semana pra vc..

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  4. Que cois isso näo? É preciso usar todos os mecanismos virtuais e pessoais para o boicote de filmes como esses. Isso me lembrou também alguns episódios de novelas, reportagens e etc sobre o MST, a criminalizacäo dos movimentos sociais.
    Teu blog tá muito lindo!!!

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  5. Mana, agora sim visual do blog está de acordo com o que sinto quando leio!!!

    Maninha, sobre o caso do filme... meu primeiro impulso foi: seria eu tao idiota para acreditar que uma crianca se tornou má por ser adotada? Ou ainda, toda crianca adotada é ou carrega uma má indole?? NAO... nao sou! E se eu, égua e lesa penso assim, esse tipo de movimento só me faz imaginar ter um unico intento: PUBLICIDADE. E se for isso, parece que está conseguindo!

    Os movimentos pro-adocao deveriam era está se empenhando em acabar com a burocracia existente que assusta, encarece e desanima quem quer adotar uma crianca. No mau caso entao, uma adocao internacional... égua, tu deves imaginar!

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  6. Estávamos falando de crianças louras, pois então! Lullinha Sancionou a nova lei que fala sobre adoção, facilitando, o que é uma exigencia social. Mas veja a foto http://migre.me/4L8G - e a notícia, se quiser saber sobre: http://www.abril.com.br/noticias/brasil/nova-lei-tornara-mais-facil-processo-adocao-diz-lula-489376.shtml
    Eu acho que essa propaganda contrária só fará aguçar a curiosidade do público para assistir. Deveria na hora da distribuição ser proibida - daí entra a censura.
    Beijus

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  7. Que casa linda!
    Ficou uma delícia!
    Bom, quanto ao filme, esse é um que não verei mesmo.
    Detesto ver filmes em que criança parece colocando seus demonios prá fora.
    Principalmente em se tratando de um assunto tão sério e bonito, como é a adoção. Um ato de amor, que deve ser assim.
    Para uma criança, deve haver entrega, entrega total.
    Beijos querida.

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  8. Dou força ao boicote, Camille. Eu sou adotado e não sou mau (tá, só um pouquinho).

    Beijo pra você.

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  9. Na verdade todos os filhos nos são estranhos.
    Ficam adultos e às vezes não os reconhecemos como criados sob nossos valores.
    Quem não vê isso tá na ilusão.
    Sou mãe de um homem e de uma mulher , pessoas boas, mas de vez em quando, tão estranhos...
    Laços?
    Tudo é laço.
    Elo.
    Por isso não entendo quem não adota.
    Na ilusão também.
    Tenho uma prima que só não foi à Nasa prá conceber uma criança.
    Desistindo, arranjou uma cadela que tem mais carinho do que muitas crianças, maior luxo...
    Nada contra,gosto de animais, mas ela não teve coragem de adotar porque "não sabia da psicologia" da criança a escolher.
    E quem garante a psicologia de qualquer "filho de sangue?".
    Visão ilusória.

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  10. Olá querida!
    Tudo bem por aqui?
    Um beijo

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  11. Mani22:28

    Voce tem toda razão...Terror mesmo é um casal que resolve adotar pelo motivo errado...loucura, total.

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  12. Que mensagem medonha!!!!! Vou esperar por um bom filme de vampiros... o casal adota para salvar o casamento... que lindo, como se isso fosse motivo para adoção. Eu vou boicotar essa coisa com certeza.

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  13. Morena Flor08:54

    Uma coisa a dizer de toda essa repercussão:

    Maldito seja o politicamente correto!!! Eis a mais nova hipocrisia social so século XXI, não exprimir o q pensa por medo de "ofender"(???) alguma classe de pessoas, pela madrugada!


    Só faltava essa agora, punir a liberdade de expressão em nome de uma causa... E como a menina do fime é russa, só falta agora dizer q esse filme incentiva o perconceito contra os russos... daí, vão dizer q esse filme tb estimula o preconceito contra pianistas e pintores, pq a menina psicopata do filme além de adotiva e russa, toca piano(coitada de mim!) e pinta! Engraçado, se a menina do filme fosse filha "natural" do casal, DUVIDO seria essa "celeuma" toda... Oras, se filhos biológicos podem ser "psicopatas" no cinema, pq os adotados tb não podem sê-lo no cinema tb? Me desculpem, mas essa celeuma toda dessas instituições de adoção e todo esse incentivo ao boicote é MUITA hipocrisia.

    E gente, tá na cara q isso é somente um filme, quem quiser adotar vai adotar e pronto.

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  14. Morena Flor08:57

    "Por isso não entendo quem não adota".

    Não é pra "não entender", Bárbara. É pra RESPEITAR.

    Eu mesma, não adoto. Não mesmo, p/ mim, filho MEU tem q sair do MEU útero. Não aceito "filho dos outros" nem a pau. Ponto.

    Mas RESPEITO quem adota - não considero melhor ou pior do q ninguém. É a escolha de cada um, e espero tb ser respeitada pela opção de NÃO adotar.

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  15. Morena Flor08:59

    *do século XXI, desculpem a digitação apressada.

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  16. Morena Flor17:17

    Mais um pedido de desculpas gramatical: Vixe, escrevi "tb" duas vezes na mesma frase, eu heim...

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  17. Roberta23:54

    Oi Morena,

    Faço minha as suas palavras. Eu ia escrever muita coisa, mas você disse exatamente como eu penso.

    Ultimamente até falar que um "pum" fede é preconceito.

    Pensando deste modo, 90% dos filmes teriam que ser boicotados,afinal, sempre uma classe de pessoas mostra seu lado negativo.

    Agora fico até com pena das patricinhas, afinal, elas sempre são as meninas más dos filmes adolescentes...

    Ninguém merece tanta hipocrisia, viu!

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  18. gente... (espero q este entre)

    assisti alguns filmes no domingo, algo q faço constantemente. Por um acaso o referido filme "A Orfã" estava no meio.
    Vou ser sincera, não li a sinopse.... pelo título do filme, pareca mais um filme sobre criança adotada que tem algum problema. Mas como tudo na vida, eu estava enganada e vcs também estão em boicotar o filme.

    Vou dar um breve relato do que assisti, infelizmente terei q contar o final para q vcs entendam q não se trata de mais filminho "hollywoodiano" falando sobre crianças adotadas.


    conforme acima escrito, Esther a princípio que mostra-se "inteligente, educada, e doce, com talento para pintar".... apenas para pintar... o talento de tocar piano, aparece depois para a surpresa da mãe.... mas depois com em todos os filmes de suspense, ela começa a agir estranhamente, empurra uma criança do escorregador, assassina uma freira, bota fogo na casa da árvore do irmão - assassinando-o posteriormente no hospital, por fim assassina tb o pai e óbvio, tenta assassinar a mãe e a irmã, as únicas q saem vivas no filme.

    Até ai.... "tudo normal", o q vcs q não assistiram o filme não sabem: a mãe adotiva - Kate - passa a investigar a origem da menina, pois nem o orfanato sabia informar com precisão. Descobre então q Esther, sua filha adotiva de 9 anos, na verdade tem 30 (trinta e tantos, não lembro exatamente a idade), que sofre de uma doença q a faz aparentar a idade de uma criança (essa doença nos conhecemos - vcs lembram do rapaz conhecido por "Ferrugem"). q na verdade, ela Esther, esteve internada em um manicomio na Letônia tendo em vista sofrer de determinado disturbio psicótico. Que ela, Esther, se faz passar por criança e tenta seduzir seu respectivo pai adotivo, como não consegue, tendo em vista a aparência, acaba por assassinar toda a família. (o filme é bem legal - assistir para então poder criticar)

    O filme é bom.... não faz parte dos melhores q já assisti... mas vou contar uma coisa, nao tem nada, absolutamente nada de preconceituoso.

    e convenhamos qdo se quer adotar uma criança, não há filme ou qquer ficção q possa impedir. Amor, carinho, dedicação .... não mudam por conta de um filme!

    Ciça

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    Respostas
    1. Anônimo21:59

      Senão me engano, baseia-se na historia (pequena parte) real da Barbora Skrlová. Só avisando que a historia é pesada.

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